"Respira comigo nosso momento é agora; entrega faz por si o que nenhum plano elabora, fecha os olhos e sonha, abre e vive o que acontece; expira agora como se amanha ja cá não estivesse. Porque... Mais vale sorrir e respirar do que chorar por temer perder."
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
terça-feira, 26 de agosto de 2008
hoje e para sempre.
Não há nenhuma diferença entre aquilo que aconteceu mesmo e aquilo que fui distorcendo com a imaginação, repetidamente, repetidamente, ao longo dos anos. Não há nenhuma diferença entre as imagens baças que lembro e as palavras cruas, cruéis, que acredito que lembro, mas que são apenas reflexos construídos pela culpa. O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer construção, faz com que deixe de haver diferença entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que acontece mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
mãe
A tarde era reflectida pelos vidros das janelas: os olhos da minha mãe reflectiam a imagem esbatida dos vidros das janelas. Ninguém pode saber o que pensava, mas havia anos inteiros dentro dela, risos irrepetíveis e silêncios irrepetíveis. Nessas tardes, a minha mãe acreditava que, um único instante, tudo pode transformar-se em nada. Acreditava no silêncio. Nesse instante, pareceu-me que a sua voz tinha imagens de outro tempo. Ela a escolher palavras e silêncios para consolar-me. E eu a conseguir mesmo encontrar conforto nessa voz, a fechar os olhos para ouvi-la. Eu tentava viver. Ao deitar-me, ao esperar por adormecer, a voz dela era o mundo calmo onde me esquecia de tudo o resto.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
sombras
Os sons puros: nítidos no silêncio: desenhados no ar, breves, a ecoarem na memória e a deixarem outro silêncio: outro silêncio: outro silêncio diferente.
Não fui capaz de lhe dizer nada porque, dentro de mim, tinha um remoinho infinito de música infinita.
A sua voz é muito baixa: como se fosse desfazer-se em pó. Foi com essa voz que lhe disse que estava bem. Depois do silêncio, despedimo-nos.
Naquele instante, estávamos felizes. Antes, tivemos gestos que nos levaram àquele instante, depois tivemos gestos que nos tiraram daquele instante; mas naquele instante estávamos felizes.
O castigo que escolhi para mim próprio é saber aquilo que aconteceu a seguir...
Os meus pés caminhavam no passeio, os meus movimentos contornavam pessoas que se paravam a minha frente ou que vinham na minha direcção, mas, dentro de mim, havia uma sombra que contornava ainda mais obstáculos, que caminhava ainda mais depressa.
À distância, o seu rosto não tinha resposta. E os seu pés caminhavam no passeio. E, ao contornar o medo, contornava a esperança.
O sol deslizou pela superficie de cascas de pinheiro no chão do pátio envolvendo-me a pele. Dentro de mim, fui infinito. Julho voltou a nascer dentro de mim. O sol expulsou todas as sombras e trouxe apenas brilho.
Durante todas as noites deste verão, as estrelas são líquidas no céu. Quando eu as olho, são pontos líquidos de brilho no céu.
Somos outra vez tudo: ainda acreditamos. O tempo não passou. Os dias voltaram a ser a superficie sobre a qual sonhamos. As tardes.
Não fui capaz de lhe dizer nada porque, dentro de mim, tinha um remoinho infinito de música infinita.
A sua voz é muito baixa: como se fosse desfazer-se em pó. Foi com essa voz que lhe disse que estava bem. Depois do silêncio, despedimo-nos.
Naquele instante, estávamos felizes. Antes, tivemos gestos que nos levaram àquele instante, depois tivemos gestos que nos tiraram daquele instante; mas naquele instante estávamos felizes.
O castigo que escolhi para mim próprio é saber aquilo que aconteceu a seguir...
Os meus pés caminhavam no passeio, os meus movimentos contornavam pessoas que se paravam a minha frente ou que vinham na minha direcção, mas, dentro de mim, havia uma sombra que contornava ainda mais obstáculos, que caminhava ainda mais depressa.
À distância, o seu rosto não tinha resposta. E os seu pés caminhavam no passeio. E, ao contornar o medo, contornava a esperança.
O sol deslizou pela superficie de cascas de pinheiro no chão do pátio envolvendo-me a pele. Dentro de mim, fui infinito. Julho voltou a nascer dentro de mim. O sol expulsou todas as sombras e trouxe apenas brilho.
Durante todas as noites deste verão, as estrelas são líquidas no céu. Quando eu as olho, são pontos líquidos de brilho no céu.
Somos outra vez tudo: ainda acreditamos. O tempo não passou. Os dias voltaram a ser a superficie sobre a qual sonhamos. As tardes.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
domingo, 29 de junho de 2008
força de vontade
"À procura, procura do vento.
Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da Terra.
Porque a minha força determina a passagem do tempo.
Eu quero.
Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim,
que arranca árvores pelas raizes, que explode veias em todos os corpos,
que trepassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito,
à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me,
contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim próprio.
Eu quero.
Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele, de vencê-lo mais uma vez e sempre.
Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer.
Porque a minha força é imortal."
Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da Terra.
Porque a minha força determina a passagem do tempo.
Eu quero.
Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim,
que arranca árvores pelas raizes, que explode veias em todos os corpos,
que trepassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito,
à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me,
contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim próprio.
Eu quero.
Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele, de vencê-lo mais uma vez e sempre.
Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer.
Porque a minha força é imortal."
José Luís Peixoto
segunda-feira, 23 de junho de 2008
bang!
Explosions in my head that just won't quit
A train is crashing through the wall around my heart
and left it only dead, obliterated.
Stop!
My breathing in the night when your not there
the silence ringing through my ears
and all I want to do is hear your voice
but you're not there
A train is crashing through the wall around my heart
and left it only dead, obliterated.
Stop!
My breathing in the night when your not there
the silence ringing through my ears
and all I want to do is hear your voice
but you're not there
Drawn together
pain is rushed through
slight of hand, blink
we won't go up in smoke
things colliding
love undying
Like the rising tide
beating hearts grow but never die
to simplify
I'll stand by your side
close my eyes
hope will never die
burn
take away the pain of being me
soothe my soul caress my heart
and end my fear of my bad memories
eradicated
pain
like gunshots running against the silent night
my love was silent and these words
were stronger than the rest, unstoppable
unstoppable
Atreyu - When Two Are One (Two Become One)
pain is rushed through
slight of hand, blink
we won't go up in smoke
things colliding
love undying
Like the rising tide
beating hearts grow but never die
to simplify
I'll stand by your side
close my eyes
hope will never die
burn
take away the pain of being me
soothe my soul caress my heart
and end my fear of my bad memories
eradicated
pain
like gunshots running against the silent night
my love was silent and these words
were stronger than the rest, unstoppable
unstoppable
Atreyu - When Two Are One (Two Become One)
sexta-feira, 30 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
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