Quatro, cinco, seis anos! Chorar porque a irmã não me deixa brincar com o seu brinquedo perferido. Fazer birra porque a mamã não me compra um chupa. Adormecer ao colinho do papá. Sorrir e mostrar que me faltam dois dentes. Esconder porque a vergonha é mais que muita. Sonhar com o principe encantado e ter medo de espreitar para debaixo da cama. Saudades. Recordações. Tempo em que valia a pena acordar cedo, ligar a televisão e ficar até ao almoço a ver desenhos animados.
Esta música faz-me recordar tudo isso.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Há momentos em que o mundo deixa de girar, em que tudo perde o seu significado, e nos deixa sozinhos, únicos, juntos - apenas eu e tu, um só - momentos perfeitos.
Encosto-me a ti, consigo ouvir o bater do teu coração; e, ao quase adormecer, do teu lado percebo que era capaz de repetir este momento vezes sem conta - para sempre. Fazes-me sentir bem pelo simples facto de existires na minha vida!
Os teus abraços são como carregamentos de forças para uma - mais uma... - noite sem ti. Os teus beijos viciantes deixam-me completamente perdida no tempo, no espaço... de tudo! À nossa volta o tempo pára, nada existe, nada destroi o nosso mundo! Todos os momentos contigo são importantes... especiais, únicos! Amo cada segundo que passo ao teu lado e quero vive-los para sempre. Completas-me!
Encosto-me a ti, consigo ouvir o bater do teu coração; e, ao quase adormecer, do teu lado percebo que era capaz de repetir este momento vezes sem conta - para sempre. Fazes-me sentir bem pelo simples facto de existires na minha vida!
Os teus abraços são como carregamentos de forças para uma - mais uma... - noite sem ti. Os teus beijos viciantes deixam-me completamente perdida no tempo, no espaço... de tudo! À nossa volta o tempo pára, nada existe, nada destroi o nosso mundo! Todos os momentos contigo são importantes... especiais, únicos! Amo cada segundo que passo ao teu lado e quero vive-los para sempre. Completas-me!
sábado, 8 de novembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
amanhecer de emoções.
"Respira comigo nosso momento é agora; entrega faz por si o que nenhum plano elabora, fecha os olhos e sonha, abre e vive o que acontece; expira agora como se amanha ja cá não estivesse. Porque... Mais vale sorrir e respirar do que chorar por temer perder."
terça-feira, 26 de agosto de 2008
hoje e para sempre.
Não há nenhuma diferença entre aquilo que aconteceu mesmo e aquilo que fui distorcendo com a imaginação, repetidamente, repetidamente, ao longo dos anos. Não há nenhuma diferença entre as imagens baças que lembro e as palavras cruas, cruéis, que acredito que lembro, mas que são apenas reflexos construídos pela culpa. O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer construção, faz com que deixe de haver diferença entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que acontece mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
mãe
A tarde era reflectida pelos vidros das janelas: os olhos da minha mãe reflectiam a imagem esbatida dos vidros das janelas. Ninguém pode saber o que pensava, mas havia anos inteiros dentro dela, risos irrepetíveis e silêncios irrepetíveis. Nessas tardes, a minha mãe acreditava que, um único instante, tudo pode transformar-se em nada. Acreditava no silêncio. Nesse instante, pareceu-me que a sua voz tinha imagens de outro tempo. Ela a escolher palavras e silêncios para consolar-me. E eu a conseguir mesmo encontrar conforto nessa voz, a fechar os olhos para ouvi-la. Eu tentava viver. Ao deitar-me, ao esperar por adormecer, a voz dela era o mundo calmo onde me esquecia de tudo o resto.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
sombras
Os sons puros: nítidos no silêncio: desenhados no ar, breves, a ecoarem na memória e a deixarem outro silêncio: outro silêncio: outro silêncio diferente.
Não fui capaz de lhe dizer nada porque, dentro de mim, tinha um remoinho infinito de música infinita.
A sua voz é muito baixa: como se fosse desfazer-se em pó. Foi com essa voz que lhe disse que estava bem. Depois do silêncio, despedimo-nos.
Naquele instante, estávamos felizes. Antes, tivemos gestos que nos levaram àquele instante, depois tivemos gestos que nos tiraram daquele instante; mas naquele instante estávamos felizes.
O castigo que escolhi para mim próprio é saber aquilo que aconteceu a seguir...
Os meus pés caminhavam no passeio, os meus movimentos contornavam pessoas que se paravam a minha frente ou que vinham na minha direcção, mas, dentro de mim, havia uma sombra que contornava ainda mais obstáculos, que caminhava ainda mais depressa.
À distância, o seu rosto não tinha resposta. E os seu pés caminhavam no passeio. E, ao contornar o medo, contornava a esperança.
O sol deslizou pela superficie de cascas de pinheiro no chão do pátio envolvendo-me a pele. Dentro de mim, fui infinito. Julho voltou a nascer dentro de mim. O sol expulsou todas as sombras e trouxe apenas brilho.
Durante todas as noites deste verão, as estrelas são líquidas no céu. Quando eu as olho, são pontos líquidos de brilho no céu.
Somos outra vez tudo: ainda acreditamos. O tempo não passou. Os dias voltaram a ser a superficie sobre a qual sonhamos. As tardes.
Não fui capaz de lhe dizer nada porque, dentro de mim, tinha um remoinho infinito de música infinita.
A sua voz é muito baixa: como se fosse desfazer-se em pó. Foi com essa voz que lhe disse que estava bem. Depois do silêncio, despedimo-nos.
Naquele instante, estávamos felizes. Antes, tivemos gestos que nos levaram àquele instante, depois tivemos gestos que nos tiraram daquele instante; mas naquele instante estávamos felizes.
O castigo que escolhi para mim próprio é saber aquilo que aconteceu a seguir...
Os meus pés caminhavam no passeio, os meus movimentos contornavam pessoas que se paravam a minha frente ou que vinham na minha direcção, mas, dentro de mim, havia uma sombra que contornava ainda mais obstáculos, que caminhava ainda mais depressa.
À distância, o seu rosto não tinha resposta. E os seu pés caminhavam no passeio. E, ao contornar o medo, contornava a esperança.
O sol deslizou pela superficie de cascas de pinheiro no chão do pátio envolvendo-me a pele. Dentro de mim, fui infinito. Julho voltou a nascer dentro de mim. O sol expulsou todas as sombras e trouxe apenas brilho.
Durante todas as noites deste verão, as estrelas são líquidas no céu. Quando eu as olho, são pontos líquidos de brilho no céu.
Somos outra vez tudo: ainda acreditamos. O tempo não passou. Os dias voltaram a ser a superficie sobre a qual sonhamos. As tardes.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
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