terça-feira, 17 de março de 2009

Há dias em que só desejamos que algo de bom nos aconteça, que reencontremos aquela pessoa especial que não vemos há anos (ou se calhar há dias que parecem anos), dias em que acreditamos no que vem escrito no nosso horóscopo do jornal diário rasco, dias em que pensamos em jogar na lotaria ou no euromilhões porque até nos sentimos com sorte!
Hoje acreditei, e durante, um pouco menos de uma hora, sonhei que te iria encontrar, com esse teu sorriso, à minha espera, à espera para me acalmares, para me dares aquele abraço carinhoso, que por momentos faz parar o tempo e que me deixa tão bem...
Mas tu não estavas...
Então acreditei que ao chegar a casa, cheia de sonhos, tivesse alguém com quem descarregar a raiva escondida atrás deste sentimento de magia, que servia só para disfarçar a angustia de um dia mau. Mas não estava ninguém...

quarta-feira, 4 de março de 2009

dias maus:
dias em que acordo com os pés de fora.
dias mais ou menos:
dias em que apenas é mais um dia.
dias péssimos:
dias em que magoo quem menos quero.

últimamente os meus dias tem sido assim...
e hoje foi um dia péssimo.

estupidez, muita estupidez junta!
não apaga o que fiz, mas desculpa, mil desculpas!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

nos desenhos animados

Quatro, cinco, seis anos! Chorar porque a irmã não me deixa brincar com o seu brinquedo perferido. Fazer birra porque a mamã não me compra um chupa. Adormecer ao colinho do papá. Sorrir e mostrar que me faltam dois dentes. Esconder porque a vergonha é mais que muita. Sonhar com o principe encantado e ter medo de espreitar para debaixo da cama. Saudades. Recordações. Tempo em que valia a pena acordar cedo, ligar a televisão e ficar até ao almoço a ver desenhos animados.
Esta música faz-me recordar tudo isso.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

sábado, 27 de dezembro de 2008

Sabes aquela sensação de querer tudo bem, de querer sorrir para tudo e todos como se o mundo fosse perfeito mas quando se tenta tornar isso realidade apercebemo-nos que quanto mais tentamos mais merda fazemos?

Eu sinto-me assim.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Há momentos em que o mundo deixa de girar, em que tudo perde o seu significado, e nos deixa sozinhos, únicos, juntos - apenas eu e tu, um só - momentos perfeitos.
Encosto-me a ti, consigo ouvir o bater do teu coração; e, ao quase adormecer, do teu lado percebo que era capaz de repetir este momento vezes sem conta - para sempre. Fazes-me sentir bem pelo simples facto de existires na minha vida!
Os teus abraços são como carregamentos de forças para uma - mais uma... - noite sem ti. Os teus beijos viciantes deixam-me completamente perdida no tempo, no espaço... de tudo! À nossa volta o tempo pára, nada existe, nada destroi o nosso mundo! Todos os momentos contigo são importantes... especiais, únicos! Amo cada segundo que passo ao teu lado e quero vive-los para sempre. Completas-me!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

amanhecer de emoções.

"Respira comigo nosso momento é agora; entrega faz por si o que nenhum plano elabora, fecha os olhos e sonha, abre e vive o que acontece; expira agora como se amanha ja cá não estivesse. Porque... Mais vale sorrir e respirar do que chorar por temer perder."

terça-feira, 26 de agosto de 2008

hoje e para sempre.

Não há nenhuma diferença entre aquilo que aconteceu mesmo e aquilo que fui distorcendo com a imaginação, repetidamente, repetidamente, ao longo dos anos. Não há nenhuma diferença entre as imagens baças que lembro e as palavras cruas, cruéis, que acredito que lembro, mas que são apenas reflexos construídos pela culpa. O tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer construção, faz com que deixe de haver diferença entre a verdade e a mentira. O tempo mistura a verdade com a mentira. Aquilo que acontece mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

mãe

A tarde era reflectida pelos vidros das janelas: os olhos da minha mãe reflectiam a imagem esbatida dos vidros das janelas. Ninguém pode saber o que pensava, mas havia anos inteiros dentro dela, risos irrepetíveis e silêncios irrepetíveis. Nessas tardes, a minha mãe acreditava que, um único instante, tudo pode transformar-se em nada. Acreditava no silêncio.

Nesse instante, pareceu-me que a sua voz tinha imagens de outro tempo. Ela a escolher palavras e silêncios para consolar-me. E eu a conseguir mesmo encontrar conforto nessa voz, a fechar os olhos para ouvi-la. Eu tentava viver. Ao deitar-me, ao esperar por adormecer, a voz dela era o mundo calmo onde me esquecia de tudo o resto.