Quando nos habituamos a alguém, não nos apercebemos que alguns dos seus defeitos podem ser bem mais visíveis aos olhos dos outros que aos nossos. Tenho-me vindo a aperceber disso agora que já não convivo com algumas pessoas que em tempos considerei especiais e que ouço mais vezes, em relação a elas, "eu nunca gostei muito dele/a, mas nunca te quis dizer". É mau de se dizer, de se ouvir e de sentir cada uma destas palavras. Os segundos param de passar durante alguns instantes e ficamos com a sensação que nos vendaram os olhos durante tempo mais que suficiente para simplesmente não nos magoarem. Mas mesmo mais tarde ouvindo estas palavras, quando todos pensam que já não faz mal dizer ou ouvir, elas continuam a criar um turbilhão de sentimentos dentro de nós. Primeiro vem o desprezo pelas palavras mas, o que é certo, é que elas não param de ecoar dentro da nossa cabeça, até que percebemos melhor o sentido e vem o sentimento de culpa e o arrependimento não tarda a mostrar a sua presença, mas é a tristeza que sobressai. Sinto-me triste por mesmo que quase sem me aperceber, ter quebrado algumas ligações especiais, mas estabeleci e fortaleci outras tão ou mais especiais. É aqui que cai uma lágrima, talvez a última quem sabe... Agora o arrependimento não aparece, talvez tenha sido bom assim para seguir em frente: para olhar mais para mim.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
estereótipos
Porquê que nos filmes os pestinhas são sempre os miúdos ruivos ou sardentos?
Um pedido: Não me digam que gostam das minhas "sardinhas". Eu não tenho peixes a boiarem-me pela cara. Sou ruiva e tenho sardas ♥
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Se não fosse o escaldão nas pernas e nos pés e estar com a marca dos óculos de sol na cara, diria que estou muito feliz: estou com um ar de idiota que me faz pensar que não vou sair de casa nos próximos dias, mas não me preocupa: estou feliz. Estava mesmo a precisar de uns dias como os que tive este fim de semana e o dia de ontem não podia ter sido melhor nem com melhor companhia.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
não mereces uma única palavra minha, mas é só para que saibas que para a próxima vez que nos encontrarmos agradeço que me olhes nos olhos. e já agora que me olhes como a pessoa que nunca te virou as costas e se alguma vez não te ajudou quando precisavas foi porque assim não o quiseste. que me olhes com respeito pelo menos. não te estou a dar mais uma razão para que digas que és muito forte e que as outras pessoas é que te estragam a vida pseudo-perfeita que tens, estou-te a dizer que podes continuar sem te preocupares comigo porque eu fartei-me de me preocupar contigo: e desta vez é mesmo! vou-te livrar do sermão da amizade e blá blá blá porque é MESMO escusado.agora vou por gelo no olho que acabei de levar com uma porta na cara.
(apesar de me estar a apetecer ser irónica, não usei qualquer tipo de ironia neste texto.)
terça-feira, 13 de julho de 2010
alegria incontrolável
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo
segunda-feira, 5 de julho de 2010
o meu pai é o maior!
É tão calado que se for preciso nem damos pela sua presença em casa, mas quando abre a boca só diz porcaria! Mas da boa!! Daquelas saídas que ninguém espera, muito menos vindo dele! Eu admito: Talvez não fale muito porque eu lhe tiro o tempo de antena todo. Só falo pelos cotovelos quando estou em casa. Ainda tenho que descobrir o botão de distribuição de conversa pelo dia inteiro, que deve estar tão bem escondido que não o encontro. Mas eu dou-lhe toda a razão em certas coisas que me diz. Hoje disse uma dessas coisas acertadas (que não vou citar devido a essas coisas da privacidade que só dão problemas às pessoas.) Adoro quando tem estas saídas inesperadas! Riu tanto! Ele é teimoso como tudo e consegue-me por a chorar de raiva de tão teimoso que é! Mas é a pessoa mais culta que conheço. Apesar de maior parte das vezes estar quase a dormir à frente dele enquanto fala, eu estou a ouvir. Eu poderia ter um professor de história privado se quisesse, o problema é que de histórias só gosto das que ele conta da sua adolescência rebelde.Fotografia: Serra da Estrela. Algures perdida no tempo entre 1990 e 1995, tirada talvez pela mãe porque a irmã devia de estar demasiado entretida a fazer bolas de neve.
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