domingo, 31 de março de 2013

Está tudo diferente e tu fazes-te de indiferente.


Não sou forte como por vezes aparento ser e continuo a menina insegura que conheceste há uns anos atrás. 

Durante esses anos, sempre te tive em consideração, sempre te apoiei, sempre tiveste um grande valor sentimental para mim. Sempre, mesmo que mais distantes um do outro: Sempre foste importante. Tu conheces-me e sabes de situações que me despertaram tão diferentes emoções - emoções essas que mais ninguém sabe. Fui sincera como sempre fui, como sempre conseguiste que fosse contigo. Dás-me um à vontade que mais ninguém me dá. Mas foi a partir desse dia: o dia em que te dei tudo, que te disse tudo – foi nesse dia que parte de mim se descolou do meu coração e tudo ficou diferente.

Não gostava de descrever este sentimento como desilusão, e tento nega-lo a todo o custo, mas eu já senti isto. Tu sabes, melhor que ninguém, que já senti isto! Apenas nunca esperei senti-lo vindo de ti. Eras a única pessoa. Talvez a única pessoa que me deixa tão triste por me fazer sentir assim.

Estou triste por isso. 

sábado, 9 de março de 2013

uma mensagem tua

Todos os dias penso o quanto gostava de receber uma mensagem tua. Todos os dias penso em ti. Penso em ti mas já não da mesma forma, de coração apertado e de peito cheio de sentimento. Penso em ti porque gostava de receber uma mensagem tua, só. Uma mensagem de bom dia ou a perguntar se vou ao café mas uma mensagem tua.
Na minha cabeça o que faz sentido é seres tu a enviar a mensagem. Eu dei-te tudo. Dei-te toda e da mais pura sinceridade que há em mim na esperança de receber um pouco da tua também. Não recebi e deitas-te a minha fora. A sinceridade, a confiança e o meu olhar. Não te consigo olhar nos olhos como sempre fiz porque estou triste, tu deixaste-me triste. Eu sabia que iria ser diferente, mas nunca pensei que fosse assim. Não cheguei a sentir o arrependimento nem de uma única palavra que te disse. Quis dizer-te porque sempre fui sincera contigo e julgava que também o eras comigo. Dei-te tudo. Sempre te dei e esse foi o meu único erro. Sempre foste mais para mim do que eu fui alguma vez para ti. Estou enganada? Se estou enganada diz-me! Diz-me porque neste momento não tenho a certeza de nada. Já me deixaste confusa demais.
Não penses que fico feliz por te ver do jeito que estás. Não fico. Fico ainda mais triste por pensar que te podia estar a dar - mais uma vez - todo o meu apoio e não estou. Não estou porque não recebi a tua mensagem, não me falas, não te sentas ao meu lado, não olhas para mim. Não estou feliz. Nem por ver o que andas a fazer da tua vida, nem por o que ando a fazer da minha. Não me magoaste (outra vez) como disseste que não querias, cumpriste a tua promessa não te preocupes, mas também não me deixaste bem. Essa tua atitude não foi a melhor, tens de admitir. Não percebo porque a tiveste comigo, não percebo mesmo.


Enquanto tento perceber vou seguindo a minha vida, bem ou mal, vou seguindo. A tua mensagem há-de chegar, acredito que sim. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Por seres quem és

Foi-me tão difícil por seres o que és para mim. Por seres quem és.
Por seres aquela pessoa que me dá tudo e não espera nada em troca, que me dá um sorriso nas horas de maior angustia, que tem sempre algo para me dizer quando tudo parece perdido.
Por seres essa pessoa tão especial demorei todo este tempo - e se durante todo este tempo te escondi este sentimento não foi por não te confiar tudo, foi por saber que esse tudo poderia desaparecer.

És-me tanto do que não quero perder,
e tenho tanto receio do que vem a seguir.

O peito está mais leve mas perdura a saudade.
As palavras soltaram-se mas perdura o sentimento.

Aquele sentimento que só tu preenches porque só tu me compreendes. E eu compreendo-te a ti.
A segurança que sinto ao teu lado é algo que não sei descrever.
É algo que as vozes não compreendem, não vêm, não sentem.
Não consigo descrever.
E elas continuam a empurrar-me para longe.
Não quero estar longe de ti.

Como te sentes eu sei bem.
Já me senti assim.
Assim perdida no meio da multidão, sem querer pensar muito mas a pensar a toda a hora.
Procura
Eu reencontrei uma estrela,
Encontrei-te.
Será que me encontras?
Ou será que me vais deixar passar entre os dedos?
Será este sentimento engolido pela multidão?
Ou será que o agarras para nunca o largares?

Tanta gente e eu continuo a não ouvir nada à minha volta.
Tanta gente e eu só te vejo a ti.
Agarra a minha mão e seremos tudo o que as vozes nunca saberão.
A nossa cumplicidade, é tudo e apenas isso: nossa.
Agarra a minha mão e vamos ser tudo aquilo que ainda não fomos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

As palavras que me ficaram pressas no coração podiam ter-se soltado no momento daquele abraço.
Aquele abraço envergonhado ao inicio mas tão apertado, tão demorado e tão bom.
Aquele abraço que podia ser eterno.

Bastavam meia duzia de palavras e aquele abraço apertado.

Aquela noite, que seria a última de um ano, poderia ser a primeira.
Podia ser tudo - tudo o que quiséssemos.
Podiam ser mais abraços, mais beijinhos, mais piscares de olhos, mais cocegas, mais tocares, mais.
É essa força - existe uma força que ainda não entendi bem - uma força que me prende a ti e ao teu olhar.
Aquele olhar que deixava as sardas envergonhadas no outro lado da mesa enquanto por baixo dela as pernas tremidas te procuravam.
Tens uma força que me faz querer estar sempre perto de ti:
Tocar-te.
Sentir o teu cheiro. 

Bastavam meia duzia de palavras.

Hoje dormi com o teu cheiro. Amanhã e depois também.
Ainda tenho o teu cheiro em mim como se aquele abraço apertado continuasse.
É como se estivesses realmente comigo.

Bastava aquele abraço apertado.

Mas não te preocupes coração,
Um dia a meia duzia de palavras soltar-se-ão e será o primeiro dia de mais amor.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Só tu vens

Chegas sempre pelo adiantar das horas com esses pezinhos de lã.
É tarde e lá vens tu de mansinho como quem não quer incomodar.
Já estou deitada quando tu chegas e fecho os olhos de novo à procura do sono.
Vens na calma da noite e no silêncio das horas tardias - vens de mansinho com esses teus pezinhos de lã - para me aconchegar.
E eu - tola - sinto-me nos teus braços.
Não passas do meu pensamento, não deixas o interior da minha cabeça e deitas-te ali comigo: não.
És a minha memória, a minha vontade de estar contigo.
És os meus sonhos, os meus acordar, os meus dias e o deitar.
Não passas do meu pensamento dia atrás de dia na esperança que a coragem venha.
És o meu pensamento - o meu último pensamento tardio.
Só tu vens.
Só a ti durmo abraçada.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Perfect Stranger

I didn't have to turn a around
I can feel him in back of my brain
When I step into the crowd
Something told me that I'd meet you today
Your energy when you touch me
Lifted me over ground
Your words to me are like music

I don't know

Who you are
All I really know is there's something your heart
That makes me feel
It's a new start
All I really know is there's something your heart

Are you from another world

I never seen someone who looks like you
Beautiful stranger how do you do?
Tell me is there something I can do for you
Your energy when you touch me
Lifted me off the ground
Your words to me are like music


Magnetic Man - Perfect Stranger

sábado, 1 de dezembro de 2012

Alguém que diga ao meu coração para não fujir

Há sempre aqueles dias, momentos ou instantes em que nos sentimos mais frágeis. Instantes em que um filme nos faz deitar aquela lágrima pelo canto do olho ou que o observar um casal apaixonado por entre as pessoas no metro nos faz pensar que também gostávamos de nos sentir assim novamente. Ou de apenas sentir o leve toque de uma mão dada. A nostalgia das recordações invade o peito como se não nos deixasse respirar. É inevitável! As lágrimas escorrem e, deitada na cama como quem se deita num descampado a ver o céu estrelado, caminham pelas bochechas sardentas que ninguém imagina que sentem tanto o sabor ao sal. São a única forma de expressão para além das palavras que ateimam em não querer sair da minha boca. Sou muda: perco a voz cada vez que penso em começar a conversa. Sou ridícula: por pensar em mil e uma coisas para além do meu bem. Eu ficava bem se a voz não me falhasse. Talvez recupera-se todas as horas de sono perdido a pensar em ti e no que te posso dar: no que te consigo dar. No que precisas de mim: do que precisas de alguém que posso ser eu. Só quero ouvir aquele som de mensagem que ilumina tanto o quarto como o meu espirito. Gosto de saber que te lembras, embora menos vezes das que me lembro de ti certamente. 
As palavras já estiveram mais longe de se tornarem sons para os teus ouvidos, mas quando chego perto... algo me puxa e fujo simplesmente.
Só consigo fujir.


domingo, 25 de novembro de 2012

N

Há tão pouco entraste na minha vida e já nada faz sentido sem ti.
Todos os dias penso em ti, todos os dias quero ver-te, todos os dias quero saber de ti.
Tu, e só tu, consegues com que as minhas lágrimas não corram pelo meu rosto nos meus piores dias.
Alegras e iluminas os meus dias.
Contigo o tempo passa a correr.
Não te quero deixar e aqui estarei sempre para ti.
Contigo sinto-me bem - fazes-me esquecer tudo de negativo que há à minha volta.
Contigo volto a ser uma criança, mais genuína e sem preocupações mas ao mesmo tempo com todas as atenções em ti para que nada te aconteça.
És o meu tesouro que sempre irei guardar no meu coração.

Tudo mudou num ano, tudo mudaste.

domingo, 18 de novembro de 2012


02:39 As horas vão passando e o sono não vem. No pensamento: o teu rosto e o teu jeito vão invadindo a insonia que não vai embora. O que vêm são apenas palavras soltas de forma melancólicas e meio tosca sem sentido aparente. A razão está no pensamento. Tu e esse teu jeito chegam e percorrem todo o meu corpo como um arrepio. Lento e inesperado. Os meus olhos tentam fechar, mas continuo bem acordada. A tua presença foi real, o teu toque, o teu jeito desleixado que me chega sem preocupação - foi tudo real. O que sinto é real. Anseio cada palavra e um sorriso é esboçado a cada olhar cruzado. O coração acelera e as palavras tornam-se baixinhas e nervosas. A respiração fica ofegante. A cabeça sente a almofada e os olhos fecham-se. O meu corpo espera pelo conforto do teu – pelo teu abraço apertado em forma de segurança. Não vens mas o sono não tarda e chega a meias com os pensamentos. Finalmente: encontro-te por entre os meus sonhos. Boa noite (meu amor).

10:41 Dormiste bem?
Dormi sim.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Amanhã (Talvez)

"Faz com que eu olhe
O fim de nós.
E a pressa que o tempo tem...
Razão p'ra nos deixar tão sós.

Se não houver amanhã,
Acaba o teu ódio também.
Se não houver amanhã,
Guarda o teu ódio também.

Faz com que eu não olhe
A dor como cura em nós.
Em jeito de amor-perfeito,
Recorda a quem já deste a mão.

Se não houver amanhã (...)

Porque eu não vi outra forma.
Não conheci outra hora.
Eu fugi por ser o que tu não vês...

Em ódio tu lês,
Em ódio tu vês, um amanhã, um amanhã,
Um amanhã, um amanhã talvez..."


Filipe Pinto, Amanhã Talvez, Cerne