domingo, 5 de janeiro de 2014

Há momentos nas nossas vidas em que temos aquela sensação de que tudo acontece por uma razão. Falando em prazos e de forma a não parecer que estou a ir rebuscar memórias do baú, este ano que passou não foi definitivamente o melhor que tive. Começou mal desde do primeiro dia e fez com que todo ele fosse passado com a sensação de que podia acontecer alguma coisa má a qualquer momento. Sei que sou menina de listas, mas não vou mencionar nada do que de mau aconteceu, estamos num novo ano e por isso não quero falar de coisas más. Até porque, segundo a minha mãe, este ano é um bom ano para o signo Virgem. Eu só espero que os astros estejam certos e que não tenham feito uma festa muito grande na passagem de ano e que tenham baralhado as estrelas todas!
Agora voltando a falar a sério e falando especificamente do que marcou o meu ano pela positiva, não posso deixar de lado o fim da minha vida académica. Cheguei ao fim de 17 anos de escola, o que dito assim parece uma eternidade. E é de facto. Sei e não sei o que me espera a partir daqui. Sei que me espera um longo percurso de esforço e dedicação pelo que mais quero mas não sei como é essa vida de trabalho para a qual tanto estudei.
Resta-me ter sorte, é o que tenho a dizer. Não gosto de agoirar.
No meio de tanto stress académico de acaba/não acaba o curso tive os meus tropeçares do coração que já faltavam aqui para o texto. E que de facto é disso que vim para aqui falar pois as duas pessoas que leem o que escrevo aqui já estão habituadas aos meus desabafos sentimentais.

Tinha os pensamentos todos de pernas para o ar e um curso a queimar-me os fusíveis. Tinha pessoas irritantes à minha volta com quem tinha de trabalhar. Tinha azares a baterem-me á porta constantemente. Tinha um vazio enorme no peito e uma vozinha dentro de mim que me dizia que desta vez ia ser diferente. Ficou um aperto no coração e uma culpa por ser tão inocente e deixar que me fizessem o mesmo outra vez!

Não vou dizer que me era desconhecido. Já tinha reparado naquele olhar. Já nos tínhamos cruzado algumas vezes. Não falámos muito, mas observamos. Observávamo-nos timidamente.
Não vou negar outra vez o nervosismo miudinho nem as bochechas coradas apesar de na minha cabeça apenas existirem as palavras de ordem: “Não! Tão cedo não te metes noutra, Joana! Outra vez não!”. Mas sempre preferi seguir o meu coração e desta vez não foi excepção.

Não encontrava sentido em nada nos meus dias e o cansaço esgotou-me por completo, mas de um dia para o outro, com a maior das facilidades, foste entrando e ocupando o teu espaço até que me roubaste o coração. Não sei como o fazes, mas contigo parece tudo tão fácil, tão perfeito e tão simples que tudo aquilo que receava, tudo aquilo que de mau sentia e remexia cá dentro desapareceu apenas com a tua presença. E, o mais importante, aqui continuas para me fazeres esquecer de todos os meus dias de lágrimas e colocares nos seguintes um sorriso como há muito não tinha. Aqui estás tu para me fazeres feliz, como nunca me senti.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Estava eu no meu planeta, sozinha e sem esperar visitas, quando tu apareceste. Disseste que vinhas guiado pelas estrelas e que elas te tinham indicado o caminho até ali. Sorri - pareceste-me simpático com as tuas palavras. Quiseste-me levar por esse universo fora à descoberta de novos mundos. Eu dei-te a mão e fui contigo. Embarcamos por entre estrelas e sentimentos há muito perdidos em mim e, quando achava que mais ninguém me iria fazer sentir assim, senti a tua mão agarrada à minha para me dizer: eu estou aqui.
Estava perdida num planeta escuro e vazio onde ninguém entrava, e sem esperar apareceste e preencheste toda a escuridão e todo o vazio com este sentimento que me deixa de borboletas no estomago. O meu sorriso voltou. Os meus olhos voltaram a abrir para tudo o que ficou por descobrir. Cativaste-me. E de dedos entrelaçados seguimos juntos por este universo. Tudo o que não sei, tudo o que durante tanto tempo não quis saber quero descobrir contigo. Tens tanto para me mostrar, tanto para me ensinar. Quero percorrer este caminho todo junto a ti sem me perder de novo.
Agora que as borboletas se instalaram no meu coração resta-me contar as horas para te voltar a encontrar: para voltar a entrelaçar os meus dedos com os teus: para te dar aquele abraço tão bom: para os beijos: para te dizer o quanto gostei que as estrelas te guiassem até mim: para te dizer o quanto gosto de ti.

domingo, 7 de abril de 2013

Por vezes gostava que soubesses da existência deste blog para não ter esta vontade de te dizer tudo o que tenho cá dentro. Assim lias e eu ficava mais leve. Mas como não sabes escrevo para desabafar, para deitar cá para fora tudo aquilo que as lágrimas não me deixam dizer-te pessoalmente.

Deixas-me nervosa - e já não é um nervosismo de borboletas no estomago como antes - é um nervosismo de como vou olhar para ti quando a minha cabeça só  me diz para te esquecer, para te colocar para trás das costas e ao mesmo tempo o meu coração ateima em não te deixar ir. Toda eu sou uma confusão. Habituaste-me a ter sempre a tua presença, a não ter de dizer nada quando me sentia mais em baixo, porque tu lias-me - tu conheces-me tão bem! E por me conheceres assim tão bem já devias de saber como me sinto. Como me sinto por uma das pessoas mais importantes para mim não me dirigir a palavra nem se preocupar em me perguntar se estou bem. Eu não consigo olhar para ti sem me virem as lágrimas aos olhos, por isso evito. Tenho saudades dos abraços, dos beijinhos inesperados, das cocegas... tenho saudades tuas. Sim, eu sei que te vejo todas as semanas, mas tenho saudades do que tu eras para mim antes.

Só gostava que lesses este blog e percebesses que podes ter um valor tão grande para alguém que nem imaginas - ou talvez até imagines mas não consegues baixar esse teu orgulho como eu já baixei o meu tantas vezes por ti.

Não consigo agir normalmente contigo e, se alguma vez leres isto, quero que saibas que (eu que não sou violenta, nem muito menos tenho força para ferir alguém) me deixas com vontade de te bater de tanta raiva que sinto quando estou ao pé de ti.

Apenas te pedia para abrires os olhos.

domingo, 31 de março de 2013

Está tudo diferente e tu fazes-te de indiferente.


Não sou forte como por vezes aparento ser e continuo a menina insegura que conheceste há uns anos atrás. 

Durante esses anos, sempre te tive em consideração, sempre te apoiei, sempre tiveste um grande valor sentimental para mim. Sempre, mesmo que mais distantes um do outro: Sempre foste importante. Tu conheces-me e sabes de situações que me despertaram tão diferentes emoções - emoções essas que mais ninguém sabe. Fui sincera como sempre fui, como sempre conseguiste que fosse contigo. Dás-me um à vontade que mais ninguém me dá. Mas foi a partir desse dia: o dia em que te dei tudo, que te disse tudo – foi nesse dia que parte de mim se descolou do meu coração e tudo ficou diferente.

Não gostava de descrever este sentimento como desilusão, e tento nega-lo a todo o custo, mas eu já senti isto. Tu sabes, melhor que ninguém, que já senti isto! Apenas nunca esperei senti-lo vindo de ti. Eras a única pessoa. Talvez a única pessoa que me deixa tão triste por me fazer sentir assim.

Estou triste por isso. 

sábado, 9 de março de 2013

uma mensagem tua

Todos os dias penso o quanto gostava de receber uma mensagem tua. Todos os dias penso em ti. Penso em ti mas já não da mesma forma, de coração apertado e de peito cheio de sentimento. Penso em ti porque gostava de receber uma mensagem tua, só. Uma mensagem de bom dia ou a perguntar se vou ao café mas uma mensagem tua.
Na minha cabeça o que faz sentido é seres tu a enviar a mensagem. Eu dei-te tudo. Dei-te toda e da mais pura sinceridade que há em mim na esperança de receber um pouco da tua também. Não recebi e deitas-te a minha fora. A sinceridade, a confiança e o meu olhar. Não te consigo olhar nos olhos como sempre fiz porque estou triste, tu deixaste-me triste. Eu sabia que iria ser diferente, mas nunca pensei que fosse assim. Não cheguei a sentir o arrependimento nem de uma única palavra que te disse. Quis dizer-te porque sempre fui sincera contigo e julgava que também o eras comigo. Dei-te tudo. Sempre te dei e esse foi o meu único erro. Sempre foste mais para mim do que eu fui alguma vez para ti. Estou enganada? Se estou enganada diz-me! Diz-me porque neste momento não tenho a certeza de nada. Já me deixaste confusa demais.
Não penses que fico feliz por te ver do jeito que estás. Não fico. Fico ainda mais triste por pensar que te podia estar a dar - mais uma vez - todo o meu apoio e não estou. Não estou porque não recebi a tua mensagem, não me falas, não te sentas ao meu lado, não olhas para mim. Não estou feliz. Nem por ver o que andas a fazer da tua vida, nem por o que ando a fazer da minha. Não me magoaste (outra vez) como disseste que não querias, cumpriste a tua promessa não te preocupes, mas também não me deixaste bem. Essa tua atitude não foi a melhor, tens de admitir. Não percebo porque a tiveste comigo, não percebo mesmo.


Enquanto tento perceber vou seguindo a minha vida, bem ou mal, vou seguindo. A tua mensagem há-de chegar, acredito que sim. 

domingo, 6 de janeiro de 2013

Por seres quem és

Foi-me tão difícil por seres o que és para mim. Por seres quem és.
Por seres aquela pessoa que me dá tudo e não espera nada em troca, que me dá um sorriso nas horas de maior angustia, que tem sempre algo para me dizer quando tudo parece perdido.
Por seres essa pessoa tão especial demorei todo este tempo - e se durante todo este tempo te escondi este sentimento não foi por não te confiar tudo, foi por saber que esse tudo poderia desaparecer.

És-me tanto do que não quero perder,
e tenho tanto receio do que vem a seguir.

O peito está mais leve mas perdura a saudade.
As palavras soltaram-se mas perdura o sentimento.

Aquele sentimento que só tu preenches porque só tu me compreendes. E eu compreendo-te a ti.
A segurança que sinto ao teu lado é algo que não sei descrever.
É algo que as vozes não compreendem, não vêm, não sentem.
Não consigo descrever.
E elas continuam a empurrar-me para longe.
Não quero estar longe de ti.

Como te sentes eu sei bem.
Já me senti assim.
Assim perdida no meio da multidão, sem querer pensar muito mas a pensar a toda a hora.
Procura
Eu reencontrei uma estrela,
Encontrei-te.
Será que me encontras?
Ou será que me vais deixar passar entre os dedos?
Será este sentimento engolido pela multidão?
Ou será que o agarras para nunca o largares?

Tanta gente e eu continuo a não ouvir nada à minha volta.
Tanta gente e eu só te vejo a ti.
Agarra a minha mão e seremos tudo o que as vozes nunca saberão.
A nossa cumplicidade, é tudo e apenas isso: nossa.
Agarra a minha mão e vamos ser tudo aquilo que ainda não fomos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

As palavras que me ficaram pressas no coração podiam ter-se soltado no momento daquele abraço.
Aquele abraço envergonhado ao inicio mas tão apertado, tão demorado e tão bom.
Aquele abraço que podia ser eterno.

Bastavam meia duzia de palavras e aquele abraço apertado.

Aquela noite, que seria a última de um ano, poderia ser a primeira.
Podia ser tudo - tudo o que quiséssemos.
Podiam ser mais abraços, mais beijinhos, mais piscares de olhos, mais cocegas, mais tocares, mais.
É essa força - existe uma força que ainda não entendi bem - uma força que me prende a ti e ao teu olhar.
Aquele olhar que deixava as sardas envergonhadas no outro lado da mesa enquanto por baixo dela as pernas tremidas te procuravam.
Tens uma força que me faz querer estar sempre perto de ti:
Tocar-te.
Sentir o teu cheiro. 

Bastavam meia duzia de palavras.

Hoje dormi com o teu cheiro. Amanhã e depois também.
Ainda tenho o teu cheiro em mim como se aquele abraço apertado continuasse.
É como se estivesses realmente comigo.

Bastava aquele abraço apertado.

Mas não te preocupes coração,
Um dia a meia duzia de palavras soltar-se-ão e será o primeiro dia de mais amor.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Só tu vens

Chegas sempre pelo adiantar das horas com esses pezinhos de lã.
É tarde e lá vens tu de mansinho como quem não quer incomodar.
Já estou deitada quando tu chegas e fecho os olhos de novo à procura do sono.
Vens na calma da noite e no silêncio das horas tardias - vens de mansinho com esses teus pezinhos de lã - para me aconchegar.
E eu - tola - sinto-me nos teus braços.
Não passas do meu pensamento, não deixas o interior da minha cabeça e deitas-te ali comigo: não.
És a minha memória, a minha vontade de estar contigo.
És os meus sonhos, os meus acordar, os meus dias e o deitar.
Não passas do meu pensamento dia atrás de dia na esperança que a coragem venha.
És o meu pensamento - o meu último pensamento tardio.
Só tu vens.
Só a ti durmo abraçada.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Perfect Stranger

I didn't have to turn a around
I can feel him in back of my brain
When I step into the crowd
Something told me that I'd meet you today
Your energy when you touch me
Lifted me over ground
Your words to me are like music

I don't know

Who you are
All I really know is there's something your heart
That makes me feel
It's a new start
All I really know is there's something your heart

Are you from another world

I never seen someone who looks like you
Beautiful stranger how do you do?
Tell me is there something I can do for you
Your energy when you touch me
Lifted me off the ground
Your words to me are like music


Magnetic Man - Perfect Stranger

sábado, 1 de dezembro de 2012

Alguém que diga ao meu coração para não fujir

Há sempre aqueles dias, momentos ou instantes em que nos sentimos mais frágeis. Instantes em que um filme nos faz deitar aquela lágrima pelo canto do olho ou que o observar um casal apaixonado por entre as pessoas no metro nos faz pensar que também gostávamos de nos sentir assim novamente. Ou de apenas sentir o leve toque de uma mão dada. A nostalgia das recordações invade o peito como se não nos deixasse respirar. É inevitável! As lágrimas escorrem e, deitada na cama como quem se deita num descampado a ver o céu estrelado, caminham pelas bochechas sardentas que ninguém imagina que sentem tanto o sabor ao sal. São a única forma de expressão para além das palavras que ateimam em não querer sair da minha boca. Sou muda: perco a voz cada vez que penso em começar a conversa. Sou ridícula: por pensar em mil e uma coisas para além do meu bem. Eu ficava bem se a voz não me falhasse. Talvez recupera-se todas as horas de sono perdido a pensar em ti e no que te posso dar: no que te consigo dar. No que precisas de mim: do que precisas de alguém que posso ser eu. Só quero ouvir aquele som de mensagem que ilumina tanto o quarto como o meu espirito. Gosto de saber que te lembras, embora menos vezes das que me lembro de ti certamente. 
As palavras já estiveram mais longe de se tornarem sons para os teus ouvidos, mas quando chego perto... algo me puxa e fujo simplesmente.
Só consigo fujir.


domingo, 25 de novembro de 2012

N

Há tão pouco entraste na minha vida e já nada faz sentido sem ti.
Todos os dias penso em ti, todos os dias quero ver-te, todos os dias quero saber de ti.
Tu, e só tu, consegues com que as minhas lágrimas não corram pelo meu rosto nos meus piores dias.
Alegras e iluminas os meus dias.
Contigo o tempo passa a correr.
Não te quero deixar e aqui estarei sempre para ti.
Contigo sinto-me bem - fazes-me esquecer tudo de negativo que há à minha volta.
Contigo volto a ser uma criança, mais genuína e sem preocupações mas ao mesmo tempo com todas as atenções em ti para que nada te aconteça.
És o meu tesouro que sempre irei guardar no meu coração.

Tudo mudou num ano, tudo mudaste.

domingo, 18 de novembro de 2012


02:39 As horas vão passando e o sono não vem. No pensamento: o teu rosto e o teu jeito vão invadindo a insonia que não vai embora. O que vêm são apenas palavras soltas de forma melancólicas e meio tosca sem sentido aparente. A razão está no pensamento. Tu e esse teu jeito chegam e percorrem todo o meu corpo como um arrepio. Lento e inesperado. Os meus olhos tentam fechar, mas continuo bem acordada. A tua presença foi real, o teu toque, o teu jeito desleixado que me chega sem preocupação - foi tudo real. O que sinto é real. Anseio cada palavra e um sorriso é esboçado a cada olhar cruzado. O coração acelera e as palavras tornam-se baixinhas e nervosas. A respiração fica ofegante. A cabeça sente a almofada e os olhos fecham-se. O meu corpo espera pelo conforto do teu – pelo teu abraço apertado em forma de segurança. Não vens mas o sono não tarda e chega a meias com os pensamentos. Finalmente: encontro-te por entre os meus sonhos. Boa noite (meu amor).

10:41 Dormiste bem?
Dormi sim.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Amanhã (Talvez)

"Faz com que eu olhe
O fim de nós.
E a pressa que o tempo tem...
Razão p'ra nos deixar tão sós.

Se não houver amanhã,
Acaba o teu ódio também.
Se não houver amanhã,
Guarda o teu ódio também.

Faz com que eu não olhe
A dor como cura em nós.
Em jeito de amor-perfeito,
Recorda a quem já deste a mão.

Se não houver amanhã (...)

Porque eu não vi outra forma.
Não conheci outra hora.
Eu fugi por ser o que tu não vês...

Em ódio tu lês,
Em ódio tu vês, um amanhã, um amanhã,
Um amanhã, um amanhã talvez..."


Filipe Pinto, Amanhã Talvez, Cerne

domingo, 28 de outubro de 2012

Há dias que se transformam em dias tristes com apenas uma frase. Com uma frase todo o nosso sentimento de um dia muda. Precisei apenas de uma frase e o meu coração ficou apertado como se me o esmigalhasses até não conseguir conter as lágrimas nos meus olhos. Quero poder gritar e deitar cá para fora tudo aquilo que sinto! Será assim tão difícil? Quero, quero muito! Porquê todo este receio? Porquê todo este sentimento? Porquê que tem de ser assim? Porquê que tenho de ser assim? Sei tudo o que te quero dizer. As palavras passeiam-se pela minha cabeça a todo o instante dos meus dias. Já as sei de cor. Sei como me sinto e quero saber como te sentes. Quero ver a tua reação quando ouvires as palavras a saírem da minha boca mesmo que saiam baixinhas e nervosas. Quero abraçar-te e sentir o teu coração. Quero saber se bate tão acelerado quanto o meu. Quero... Quero-te muito perto de mim, comigo e feliz.

Não quero esperar mais. Não consigo esperar mais.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

enormes textos



Gostava de recuar no tempo e voltar a escrever aqueles enormes textos. Gostava de recordar esse tempo, esse sentimento. Lembraste? Nunca mais escrevi assim. Não tenho inspiração porque a minha inspiração eras tu. Eu gostava de escrever. Sentia-me bem apesar de chorar e chorar, chorar até não ter lágrimas… Escrever fazia-me bem. E escrevia para ti. Dizia-te tudo por palavras escritas daquilo que o meu coração não me deixava dizer-te pessoalmente. Cara a cara eu queria-te a ti e ao teu olhar carinhoso. Aos nossos momentos. Poucas palavras. Eras a única pessoa com quem eu falava sobre tudo. Foste e continuas a ser a única pessoa a saber como me sentia. Só tu sabias de tudo sobre mim. Cada olhar teu era como mil palavras de consolo e de carinho. E os teus textos. Sim os teus enormes textos cheios de sentimento. Gostava tanto de os ler. Só nós sabíamos o sentimento que ali cresceu. Tu também escrevias muito para mim. E quando acabou eu só pensava se continuavas a escrever para outra pessoa, se tinhas outra inspiração. Porque a minha eras tu e não consegui escrever mais.

Hoje sinto falta desse sentimento. A saudade é muita. As saudades tuas e desse teu olhar para mim. O meu sentimento continua aqui. Acho que nunca se foi embora só se desfez por uns tempos. Uns tempos que aprendi algumas coisas para as quais sempre me chamaste a atenção. Tu conheces-me, conheces-me bem de mais. E é por isso que sinto falta dos teus enormes textos. Do teu olhar. Do teu carinho e do teu abraço. Não imaginas a vontade que tenho de te dizer tudo isto, cara a cara, nada de enormes textos. Mas não consigo. O meu coração impede-me de o fazer. O sentimento é muito. Os momentos foram muitos para agora se perderem. Para te perder. Por isso escrevo, penso e choro. Choro até não ter mais lágrimas e um dia ganhar coragem para te dizer.

Ou mostrar-te este texto.

“Será que um dia estaremos juntos outra vez?” Gosto de pensar que sim apesar de tudo à minha volta dizer que não. “Eu não sei o futuro. Talvez.”
Abraçamo-nos.


Eu ainda me lembro de tudo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Joana Arnauth

Hoje o post são retratos feitos por mim, os meus trabalhos.


 O meu cunhado, sobrinha e irmã

 A minha sobrinha

 Salvador Dalí

Andy Warhol


Não há muitas pessoas que sabem o porquê do nome Joana Arnauth e por isso aqui vai.

Não é nome artístico nem mania. Arnauth é um nome de família, mas como toda a gente sabe, chega a uma altura da árvore genealógica das famílias em que nomes se perdem. Arnauth era o apelido de uma tia-avó (irmã do meu avó paterno) que faleceu quando eu tinha 4 anos e devido ao facto da minha família dizer que sempre fui muito parecida com ela, sempre lhe tive uma adoração especial. Podem achar estranho eu dizê-lo porque era muito nova quando deixei de conviver com ela, mas a minha paixão pelas artes cresceu, mesmo que inconscientemente, com ela. Segundo a minha mãe ficava pasmada a olhar para ela a pintar e hoje dou por mim a dizerem-me: "quem dizia isso muitas vezes era a Tia Elisa", e acreditem ouço isto muitas vezes. Por isso não foi muito difícil decidir que iria assinar os meus trabalhos (pelo menos os retratos) como Joana Arnauth. Nunca desfazendo dos outros apelidos que tenho porque a cima de tudo tenho um imenso respeito, amor e carinho pela minha família.

Aqui estão mais trabalhos: Facebook e Behance.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

arrepios


Arrepios, lágrimas, lembranças e esperanças.

domingo, 9 de setembro de 2012

aparentemente organizada

Quase dois anos depois voltei. Não é que ache que alguém leia e que ache interessante, mas faço-o por mim. Muita coisa se passou mas não vou falar sobre isso, talvez noutro dia. Agora é hora de desabafar (como sempre foi feito o meu blog: de desabafos.).



Começo sempre os meus textos lamechas com "não sei", porque no fundo sou uma pessoa confusa. Posso parecer organizada e cheia de planos mas no que trata do coração sai tudo de pernas para o ar. Por isso aqui vai...

Não sei como me sinto ou como era suposto sentir. Só sei que a minha cabeça está uma trapalhada! As borboletas estão cá sempre que te vejo (e chegam adiantadas: aparecem assim que sei que te vou ver!) mas não sei se o que sinto é segurança por saber que é bom ter este sentimento por ti que ocupa tão confortavelmente o meu coração (sem saberes) se é apenas isso: um sentimento com o qual tenho que lidar seriamente e admiti-lo. Já há algum tempo que o escondo, (pelo menos tento), mas é difícil. Não sei dos teus sentimentos e dou por mim muitas vezes a fazer filmes na minha cabeça, mas prefiro a ignorância - saber só me daria mais razões para chorar para além de chorar por me sentir estúpida só de pensar neste sentimento e de ver ao que cheguei. Eu só quero que sejas feliz, a sério que quero, mesmo que não seja comigo. Só tenho é que me encher de coragem e deitar as palavras cá para fora e dizer-te de uma vez que me sinto capaz de te dar tudo aquilo que procuras, que podíamos ser felizes os dois: juntos. Mas como um "mas" nunca é suficiente tenho medo de perder o pouco que tenho, que na verdade não é assim tão pouco quanto isso. Gosto do que tenho, do que temos, do que construímos ao longo deste tempo, e agora tenho receio de deitar tudo a perder. Talvez até me podia surpreender, mas também talvez não e ficaria em pedaços ali mesmo à tua frente e não me sinto suficientemente capaz de enfrentar o fundo sozinha novamente. Preciso do teu apoio como sempre me habituaste e por isso uma parte de mim diz-me que é melhor assim: porque mesmo que chore todas as noites quando acordo é um novo dia para enfrentar os meus medos. O meu lado (demasiado) organizada, ou talvez o meu novo lado mais cauteloso no que trata ao amor, não me deixam ser espontânea tanto quanto gostava, não consigo prever o que vai acontecer e assusta-me: Muito! E por isso aqui estou eu a desabafar mais uma vez, a falar para os meus botões, mais uma vez.



sexta-feira, 15 de outubro de 2010



É um nome a decorar!
Como forma de apoio venho por este meio ajudar a divulgação deste projecto.
Está cheio de coisas fofinhas que não acredito que resistas!


Visita o tumblr
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e o seu facebook

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Quando não souberes o que oferecer a uma amiga, à tua irmã, mãe ou qualquer outro membro feminino da familia a La Cerise ajuda-te

mais informações:
lacerise.shop@gmail.com

domingo, 19 de setembro de 2010